Expressa o facto no momento em que se fala. Pessoal e transmissível.
13
Set 12
publicado por José Maria Barcia, às 16:06link do post | comentar

 

Já se disse muito sobre o povo português. Como qualquer outro, temos as nossas qualidades e defeitos. Somos assim e assado. Conseguimos ser os melhores do mundo e ao nosso lado, na mesma equipa os piores. Temos orgulho e vergonha, muitas vezes da mesma coisa. Somos complicados, somos simples. Portugal é um paradoxo. Não há dois portugueses iguais. Não há ‘’o português normal’’. Ninguém, aqui na ponta da Europa, aceita ser só mais um. Ao mesmo tempo, somos os primeiros a acomodar ao estado em que nos encontramos. Não somos a Grécia. Todos os dias vemos a nossa liberdade a cair um bocado mais.

 

Cada dia que passa, as dificuldades aumentam. Cada dia que passa, há sempre um ‘’mas’’. Por exemplo, os impostos aumentam mas ainda dá para ir para a praia; perdi o emprego mas não gostava muito dele. Há, neste sebastianismo alegre, um sentimento de que as coisas podiam ser sempre piores portanto, vamos com calma.

 

Acho que já chega. Basta de tolerar o que não merece. Basta de ter medo. Basta de austeridade.

 

Nem falo por mim, felizmente tenho sorte de me faltar pouco. Falo por quem vejo a passar fome, a chorar por não conseguir alimentar os filhos ou simplesmente por não ter dinheiro para um café. Quero falar de quem tem os sonhos destruídos porque é cada vez mais difícil seguir esse caminho. Se Portugal merece, porque se tolera os corruptos, os ladrões, os saqueadores do meu e nosso país? Merda de país que nada faz quando as coisas são evidentes. País pequeno, esta coisa na arrecadação da União Europeia. Onde está a grandeza que só se encontra nos livros de História? Onde está a virtude num povo que sai a rua mas nada faz?

 

No fundo, somos todos cobardes. Somos acomodados e preguiçosos. Já chega. Falta-nos educação e inteligência. Falta-nos civismo. Só um povo consciente pode mudar as coisas. Acordem. Às vezes custa. Mas desta vez vale a pena. Há dias que tenho orgulho em ser português. Que defendo a minha pátria como se defende a família. No entanto, nos outros dias, tenho vergonha.

 

Portugal é o aluno que podia ser dos melhores mas que se desleixa. É um mau aluno. Portugal sou eu. És tu. Somos todos. E se somos todos e isto continua assim, a culpa não é só de quem tem cadeira em São Bento.

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